NOTICIA

UCS usa biotecnologia para criar antiviral contra COVID-9

05/01/2021 10:00

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), na serra gaúcha, vai usar a biotecnologia para criar um medicamento antiviral que anule a ação da COVID-19 sobre os infectados pela doença. O trabalho foi selecionado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), no Edital de Combate a Epidemias.

O trabalho, liderado por Sidnei Moura, coordenador da pesquisa e do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UCS, analisará enzimas e proteínas que interajam com o RNA ou o DNA do vírus. As mais eficientes contra a doença serão selecionadas. A seguir, ensaios em laboratório avaliarão a eficácia prática da ação das moléculas contra o Sars-Cov-2, gerando assim um novo medicamento.

“Na minha visão, não acredito que apenas uma única molécula terá capacidade de matar o vírus. Acredito que o caminho será desenvolver um coquetel de duas, três ou até quatro moléculas, em um processo semelhante ao que foi desenvolvido contra o HIV, para que consigamos eliminar o vírus ou, ao menos, impedir que ele tenha capacidade de se replicar”, explica o pesquisador.

Além desta investigação, a pesquisa da UCS também trabalha em outras frentes de ação científica. Um dos campos de análise é a combinação entre a biotecnologia e a medicina veterinária para que se possa descobrir uma possível contaminação dos animais domésticos pela COVID-19. Em outra pesquisa, os cientistas querem desenvolver soluções inovadoras e mais baratas que permitam realizar o diagnóstico da doença com mais rapidez e mais eficácia. Uma outra linha investiga a possibilidade de se criar uma espécie de ‘sensor orgânico’ que possa identificar automaticamente os indivíduos contaminados.

É um conjunto de ações de apoio a projetos, pesquisas e formação de pessoal de alto nível para enfrentar a pandemia da COVID-19 e temas relacionados a endemias e epidemias, no âmbito dos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado do País. O Programa está estruturado em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas.

Em três editais, 109 projetos de pesquisa e formação de recursos humanos foram selecionados, com o envolvimento de mais de 1.300 pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras. Os projetos vão estudar temas relacionados a Epidemias, Fármacos e Imunologia e Telemedicina e Análise de dados Médicos.

Confira no Programa de Combate a Epidemias os detalhes dos três editais:

Fonte: Redação CCS/CAPES

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