Integrantes serão responsáveis por monitorar a implantação do Plano Nacional de Pós-Graduação, que define diretrizes e tem vigência até 2029.
A CAPES/MEC realizou, na semana passada, a primeira reunião da comissão especial para acompanhar e monitorar a implantação do VII Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), em vigência até 2029. Os integrantes têm a atribuição de, por exemplo, avaliar a implementação das ações previstas, elaborar propostas e recomendações, além de subsidiar a agência na formulação e na implementação de políticas públicas.
O PNPG é composto por 23 diretrizes, 45 objetivos e 186 recomendações e é o principal norteador da pós-graduação stricto sensu brasileira. O plano traz diversos temas, como o combate às desigualdades entre regiões, as políticas de equidade e diversidade, as relações com o setor produtivo não acadêmico, a internacionalização, e a interação entre a pós-graduação e a educação básica.
Ao abrir a reunião da comissão, a presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, ressaltou que os integrantes deverão abordar os aspectos do PNPG que busquem promover a equidade, enfrentar as assimetrias e atentar para o financiamento das ações. Ela apresentou os dados sobre a pós-graduação stricto sensu e mostrou o histórico da expansão dos cursos de mestrado e doutorado no Brasil. “É notável e positiva a desconcentração da oferta para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas agora precisamos investir para que os doutores formados se fixem nessas localidades”, salientou.
“Hoje o Brasil tem um sistema de pós-graduação consolidado, com capacidade de formar doutores para o mundo”, reforçou. A presidente abordou ainda o resultado da Avaliação Quadrienal, divulgado no mês passado. “O aumento do financiamento impactou a melhoria da qualidade dos programas, o que mostra que precisamos investir ainda mais em todas as regiões do país, especialmente na região Norte”, ressaltou.
Denise afirmou que atualmente 40% dos pós-graduandos têm bolsa da CAPES e que 80% dos benefícios concedidos aos estudantes dos cursos de mestrado e doutorado são da agência. Ela enfatizou que o Brasil precisa ampliar a presença de brasileiros na pós-graduação. “Apenas 1% da população com graduação está na pós-graduação stricto sensu e, no conjunto de habitantes do país, 0,2% são mestres ou doutores. São índices bem abaixo dos observados em nações desenvolvidas”, destacou.
O PNPG trata do cenário atual da pós-graduação stricto sensu brasileira, apresenta um contexto geral sobre os temas mencionados, além de um diagnóstico e de recomendações para o desenvolvimento da pós-graduação nas temáticas citadas. A reunião também tratou da Agenda Nacional de Formação de Pessoal de Nível Superior, que será implementada em conjunto com o plano, identificará oportunidades de expansão de acordo com as necessidades regionais e induzirá a geração de talentos nos mestrados e doutorados nas áreas em que o Brasil mais precisa.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
Fonte: Redação ASCOM/CAPES
Foto de capa: Reunião da Comissão de acompanhamento do PNPG (Julia Prado – ASCOM/CAPES)
